"SOBRE DEMOCRACIA"
A democracia é uma merda! Mas, como dizia Winston, ainda não inventaram nada melhor para se governar o mundo...
É assim: aqueles uns, quando belicistas, protestam, queimam, quebram e fazem da baderna a voz da expressão das suas causas comuns. Estão sempre protegidos pelo alto e robusto muro do perdão, edificado com tijolos de misericórdia.
Nas leis, criam leis que os protegem de tudo e que os permitem reclamar de tudo, de forma tão singular e antagônica que, pasmem, ninguém percebe que, hoje em dia, só não podemos reclamar de quem reclama...
E assim, seguem os belicistas, vestidos de vermelho, falando de Deus e usando a cor do diabo, sempre na esquerda, sempre comunistas.
Mas a verdade não pára por aí. Existem aqueles outros que não gostam de serem chamados de comunistas; são os socialistas. No geral, são pacifistas que soltam pombinhas brancas e caem de joelhos a rezar pelo bem de tudo e de todos, até dos maus.
Sempre que ouço os versos finais de TIME, do PINK FLOYD, lembro destes pacifistas, denunciados com maestria nos acordes finais de um bom Rock'n Roll.
Democracia: ninguém se dá ao trabalho de investigar os princípios linguísticos das palavras... a saber, a democracia é a lei (cracia) do povo (demo)... justamente, a lei do demo... parece sutil para o leitor? Pois é!
Minha iconografia Pop me faz lembrar, mal e mal, de um filme, até não tão antigo que, se não me engano, marcou a estréia do Kevin Spacey em Hollywood. A direção, não estou certo disso, era do Brian Singer, também em seu primeiro trabalho (corrijam-me, por favor, os cinéfilos. Ficarei grato).
O filme em questão era, título no Brasil, "OS SUSPEITOS". Mas, e daí?
Era um suspense, onde o criminoso estava além de qualquer suspeita e escapa no fim. Uma frase, antes dos créditos, finais dizia o quê tento repetir aqui... "O maior truque do diabo foi fazer com que ninguém acreditasse que ele existia."
Tem sido assim, desde a Roma antiga. Belicistas e pacifistas, homens ateus e gananciosos, movidos pelo vil metal, uns pelas armas, outros pelas palavras, todos na mesma fé de transformar lobo em manso cordeiro, sem ligarem pros direitos do lobo, numa cruel lei da selva onde querem que só o lobo não seja selvagem.
"Haja espaço debaixo da batina do padre"... Já pensava o menino Aleister, durante a missa de domingo, lá em Plymouth... "haja espaço..."
Por Bóris Jabor para o BLOG DO APOLÔNIO

Comentários
Postar um comentário