"A MÁGICA DO SABER"
Em tempos de indecisão sobre o quê fazer com a Educação no Brasil, deixo aqui a minha contribuição modesta, e quem não concordar que vá catar coquinho no Jardim Botânico ou matar a fome debaixo dos pés de jambo de lá, como, aliás, fiz muito na minha infância.
Fui bastante pobre na infância, na juventude e, ainda sou pobre, mas, como o leitor pode observar, adquiri boa cultura graças à boa educação que tive em tempos de antanho.
Aprendi bastante, e toda criança aprendia, no tempo da Mágica Do Saber. O leitor lembra?
A educação era padronizada antigamente e os livros podiam ser usados pelos irmãos mais novos, desde que se usasse lápis e borracha.
Na minha opinião, a Mágica Do Saber deveria ser reeditada; os mesmos livros pra cada série escolar, seguindo-se um padrão de ensino uniforme pra toda a nação. O governo forneceria, gratuitamente, tabuada, dicionário e caderno de caligrafia.
Um dicionário é o melhor livro para ser dado a quem aprende a ler, porque todos os verbetes se explicam, visto que se completam e, também, todo dicionário vem com regras gramaticais que nos acompanham, obrigatóriamente, por toda uma vida culta.
Determine, em um dicionário, um número de palavras que abarque o aprendizado básico e entre elas podemos, até, ensinar às crianças o sentido de palavras como "fezes" e "comunismo", tão sinônimas...
A tabuada seria essencial, juntamente com o caderno de caligrafia, no início do aprendizado, por motivos óbvios.
Pois bem, isso valeria pras escolas públicas e, as particulares, se quisessem ensinar matérias extras, além do que o governo determinasse no seu padrão, poderiam cobrar a mais a quem quisesse pagar. Essa medida resolveria os problemas religiosos e ideológicos que levaram o Brasil ao fundo do poço no decorrer de décadas, até os infames dias de hoje.
As matérias ensinadas, desde sempre, seriam Português, Matemática, Geografia, Biologia e Conhecimentos Gerais, incluindo aí, História e Atualidades.
A ideia básica?
Ensinar a ler e escrever e calcular, que é a base de qualquer currículo profissional.
Educação Física e Inglês, a língua mais falada no mundo, seriam matérias também obrigatórias e teriam peso pra reprovação do aluno, pois, se uma é princípio de saúde, a outra é porta de entrada pra e em qualquer país evoluído, já que a língua inglesa é, sim, o esperanto do atual momento evolutivo da civilização na humanidade.
Cantar o Hino Nacional seria obrigatório e o Pelotão Da Bandeira (quem lembra?), indicado aos melhores alunos, teria como premiação aos mesmos, além da boa moral, livros ou assinaturas de revistas como forma de incentivo à educação.
è lógico que, regra geral, o governo daria as bases do que educadores particulares pudessem ensinar, e, as noções religiosas e ideológicas, essas, só pra quem alcançasse o Ensino Superior e, então, dono de sua vontade e educado e até incluído no mundo profissional, o brasileiro pudesse decidir, isento, se gostaria de dogmas e falsos ídolos sociais sendo fornecidos aos seus filhos por ditadores da alma e da matéria desde os tempos de Roma.
Por: Ático Demófilo para o Blog Do Apolônio.

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